sexta-feira, 3 de maio de 2013

SUPERSTIÇÃO E SUAS ORIGENS


A SUPERSTIÇÃO



A crença de que podemos, de alguma forma, encorajar a sorte é ainda evidente hoje em dia , sob a forma de superstições.


Por exemplo, existem poucas pessoas que nunca tenham, numa ocasião qualquer, batido na madeira ao falarem de um acontecimento desagradável, que tenham cruzado os dedos quando querem que alguma coisa corra bem, evitando a todo custo passar por debaixo de uma escada ou abrir um guarda chuva dentro de casa.


AS ORIGENS DAS SUPERSTIÇÕES




Na maior parte dos casos estas superstições têm raízes fundamentadas: Os ingleses recusam a terceira chama para acenderem um cigarro, por exemplo, superstição que remonta à Primeira Guerra Mundial. Quando um soldado nas trincheiras acendia o seu primeiro cigarro, despertava a atenção dos atiradores inimigos; o segundo cigarro colocava-o na mira do atirador e ao acender o terceiro cigarro já uma bala assobiava na sua direcção.


OS GATOS PRETOS



O gato conheceu muitas faces da fortuna durante a sua longa associação com o homem. Foi adorado como uma divindade e perseguido como encarnação das forças do mal. Hoje em dia, na Inglaterra, o gato simboliza a magia sem malícia e considera-se geralmente que é um animal que dá sorte. Um gato atravessar-se no seu caminho é muito auspicioso, mas há quem afirme que é um mau presságio se o gato atravessa a rua da esquerda para a direita ou se ele fugir.
Se um gato preto lhe presta uma visita, nunca deve ser expulso porque poderia levar a sorte da casa consigo.
Em muitos países, como em Portugal, o gato preto é encarado com medo e hostilidade. Na América do Sul acredita-se que o gato preto à um poderoso espírito malévolo capaz de causar a doença e mesmo a morte.
Na Europa e nos Estados Unidos o gato preto simboliza o demónio e as suas obras diabólicas. Na América do Sul, contudo, acredita-se que o caldo obtido a partir da fervura da carne de um gato preto poderia curar a tuberculose pulmonar.


ARANHAS




A aranha vista de manhã traz má sorte; se for à tarde, boa sorte, sobretudo se o numero de patas for par. Não se destrói a teia de aranha: A aranha traz ganhos.


ANO NOVO




No dia de ano novo, deve-se comer lentilhas: quantas mais se comerem, tanto mais dinheiro se terá no ano que começa. Continuando ainda em gastronomia, na noite de São Silvestre (31 de Dezembro), que «rebente» 0 espumante ou o vinho branco; e, ao soarem as doze badaladas, deve-se engolir apressadamente doze passas.


CIGARROS




Se ao fumar um cigarro, um homem lançar uma baforada no rosto de uma mulher, quer dizer que lhe dirige uma proposta desonesta.
Se uma rapariga acender o seu cigarro no cigarro de um homem significa que deseja iniciar um flirt com ele.


O EGITO




Depois de tudo o que aconteceu aos descobridores do tesouro de Tutankhamon, mortos em circunstancias misteriosas poucos meses depois de terem profanado aquele túmulo cheio de tesouros incalculáveis, um halo de mau agouro adeja sobre o Egipto e os seus ídolos. Nas revistas teatrais não se admitem quadros egípcios pois todos acreditam que são portadores de fracassos mais que certos.
Esfinges, papiros, hieróglifos, pedaços de sarcófagos, jóias roubadas às múmias, são tudo coisas de que convém afastar-se, não vá acontecer alguma coisa !


O LADO ESQUERDO




Dado que o coração está inclinado para o lado esquerdo, sendo este lado considerado o lado da vida, a esquerda representa sempre o lado positivo, optimista, em todas as circunstancias. Treme o olho esquerdo? Boas noticias. Tem um zumbido no ouvido esquerdo? Alguém esta a falar bem de nós. Uma cartomante corta sempre o baralho com a mão esquerda, para que o cliente tenha êxito nos seus negócios ou no seu amor.

Único aspecto negativo: se tiver comichão na palma da mão esquerda, ter-se à de desembolsar algum dinheiro durante o dia


O CAÇADOR




Outro aviso nefasto. Se ao municiar a espingarda (de carregar pela boca) cair alguma pólvora e alguns chumbos no chão ou se se desfizer o rebordo do cartucho e se perderem chumbos, será melhor que rasgue a licença de caça: pois, durante toda a estação de caça falhará todos os tiros, desonrando a pata de coelho pendurada na cartucheira ou as penas de águia, presas na fita do chapéu


AS CHAVES




Todos sabem que encontrar no caminho uma chave ou uma ferradura é sinal de fortuna certa ! Mas não para o caçador: estes amuletos transformam-se em instrumentos de desgraça; e os felizardos serão os pássaros, os coelhos e todos os outros animais de caça.


AS COBRAS




No Lázio, corre esta superstição: Se um caçador encontrar uma cobra e quiser matá-la, não deve deixar que perceba que está apontá-la para ela. De fato, basta que o animal fixe a espingarda par que o tiro falhe; depois, ela até poderá enroscar-se impunemente no cano da espingarda e não haverá nada a fazer.


O PARTO




Partimos do instante em que a recém-casada percebe os primeiros indícios da próxima maternidade. Antes de mais , para evitar o mau-olhado , não deve dizer ao marido antes de ter conversado com a sua mãe ou a sogra, para ter certeza absoluta de que se encontra grávida. Mesmo quando o marido estiver informado do que se passa, será bom guardar segredo, para evitar que o parto se gore ou que intervenham outras implicações. É que são muitas, como vou passar a explicar algumas.
A mulher grávida deve evitar passar por debaixo da cabeça de um cavalo, se não quiser que a gravidez lhe dure 12 meses como a daquele animal. Deve ter cuidado, quando estiver a costurar, para que a linha não se lhe enrole no pescoço, pois a criança nasceria estrangulada pelo cordão umbilical. Se cruzar as pernas, quando estiver sentada, dará à luz um filho aleijado.
Quando a gravidez chegar ao sétimo mês, já o enxoval da criança deve estar pronto. Se uma mulher grávida entrar numa casa onde se come e lhe escondem determinada comida, a futura criança nunca gostará daquele alimento, enquanto não morrer a pessoa que o escondeu.
Uma grávida que sofra de ardências no estômago ou na garganta, traz no seio uma menina que terá cabelos compridos.
Se lhe apetecer caldo de hortaliça e arroz ou massa terá um filho com a cabeça grande. Se estiverem muitas pessoas à mesa, deve-se servir em primeiro lugar a mulher grávida, assim, poupar-se-lhe-ão as dores de parto.


DIA 13


Acredita-se que esta crença tenha a sua origem em duas lendas nórdicas. Foi organizado em Valhalla (morada celestial das divindades) um banquete para 12 convidados. Porém, Loxi (espírito do mal e da discórdia) apareceu sem ser convidado e iniciou uma discussão que ocasionou a morte de Balder, o favorito dos deuses. O número ficou marcado como símbolo do azar.
Já a segunda lenda tem como protagonista a deusa da beleza e do amor, Friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e Friday, “sexta-feira” em escandinavo e inglês, respectivamente. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a deusa foi transformada em uma bruxa que se exilou no alto de uma montanha. Com o intuito de se vingar, Friga passou a se reunir todas as sextas-feiras com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade.


FERRADURA

Segundo registos, o objeto já era considerado um amuleto poderoso na Grécia Antiga. Em primeiro lugar porque era feito de ferro, elemento que os gregos acreditavam proteger contra todo mal. E o seu formato lembrava a Lua crescente, símbolo de fertilidade e prosperidade.
Já os cristãos europeus acreditavam que sua origem se deve a São Dunstan de Canterbury, arcebispo inglês conhecido como grande estudioso da metalurgia. Reza a lenda que, Dunstan teria posto ferraduras no demónio e somente as retirou após ouvir a promessa do diabo de que nunca mais se aproximaria do objeto.


BATER NA MADEIRA




Esta superstição está associada à crença de que as árvores eram a morada dos deuses. Sempre que se sentiam culpados de algo, batiam no tronco para invocar as divindades e pedir perdão. Costume ligado a povos primitivos pagãos. Os celtas, também tinham um costume parecido. Os sacerdotes, os druidas, batiam na madeira para afugentar os maus espíritos, pois acreditavam que as árvores consumiam os demónios.


ESCADAS




Alguns acreditam que a superstição surgiu na Europa Medieval. Quando um castelo era atacado, a ponte levadiça era recolhida. Um dos únicos meios de invadir era usar escadas. A defesa para este tipo de ataque era atirar óleo a ferver ou pôr piche nos muros do castelo para repelir os invasores. Quem segurava as escadas, geralmente recebia um banho mortal. Portanto, segurar uma escada por debaixo passou a significar má sorte. Ainda hoje é considerado mau agouro andar por debaixo de uma escada de um pintor, pois objetos podem cair de cima.


QUEBRAR ESPELHO




O reflexo da imagem é a alma, do outro eu, o duplo, passível de perigos e acidentes como o próprio corpo físico. Não ver a imagem pessoal no espelho é a denúncia indiscutível de que a alma está condenada a desaparecer. Daí uma série de superstições. Partir um espelho é despedaçar a própria alma, e, portanto resulta em sete anos de azar. Não se fala em frente de um espelho. Não se deve olhar para um espelho durante a noite. Quando alguém morre, cobre-se o espelho na primeira semana do falecimento. Um espelho que se parta inexplicavelmente anuncia a morte de uma pessoa da casa.


Fonte:


LUA CHEIA E SEUS MISTÉRIOS


Ao longo da história da humanidade, a lua cheia sempre esteve relacionada aos desequilíbrios emocionais, ao comportamento violento e à loucura. 
Não é a toa que a lua cheia é a lua dos amantes apaixonados, dos assassinos seriais, dos lobisomens e de diversas criaturas do folclore nacional. 
Acredita-se que, durante a lua cheia, aumentem o número de crimes violentos, de suicídios e das internações nos hospícios. 
A lua cheia também é relacionada à fertilidade e não é incomum que enfermeiras e médicos acreditem que mais mulheres dão à luz na lua cheia. No campo, muitos agricultores consultam a Lua antes de plantar ou podar, assim como nos salões de beleza muita gente faz o mesmo na hora de cortar o cabelo. 
Mas será que estes mitos lunares resistem aos dados da ciência?



Não é de hoje que cientistas buscam correlações entre a lua cheia e o comportamento humano. 
No que diz respeito aos nascimentos durante a lua cheia, o físico brasileiro Fernando Lang da Silveira foi um dos que colocou o mito à prova, em seu  trabalho intitulado "Marés, Fases da Lua e Bebês" (a versão final do trabalho, publicada no Caderno Brasileiro de Ensino de Física). 
Utilizando os dados de 93.000 estudantes cadastrados nos concursos da UFRGS e comparando-os com as tabelas lunares do Observatório Nacional, Fernando Lang, pôde constatar que não havia correlação entre o número de nascimentos e a fase da Lua. 
Na Espanha um estudo semelhante foi conduzido pelo Hospital de Cruces, na cidade de Barakald e tampouco foi detectado algum aumento no número de nascimentos durante a lua cheia. 
Mas o mais abrangente estudo sobre o assunto foi feito pelo astrônomo Daniel Caton, que em 2002 analisou mais de 70 milhões de registros de nascimentos ao longo dos últimos 20 anos. 
Sua conclusão foi inequívoca: não há nenhuma relação entre a lua cheia e o número de partos.


Quanto aos suicídios, diversos estudos mostraram que eles não são mais comuns durante a lua cheia como se pensa; pelo contrário: um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Pública da Finlândia divulgado em 2000 mostrou que em 1.400 casos de suicídio ocorridos ao longo de um ano na Finlândia, uma quantidade significativamente maior ocorreu durante a lua nova, quando a luminosidade é menor.



Loucos não são chamados de lunáticos à toa. 
O mito de que a lua cheia provoca maior atividade nos hospícios é um dos mais populares entre os mitos lunares. Também é mais um a não encontrar apoio nos lúcidos dados estatísticos. 
O psicólogo canadense Ivan W. Kelly e seus colegas da Universidade de Saskatchewan investigaram em 1996 mais de 100 estudos relacionados ao efeito lunar e não encontraram nenhuma relação entre a lua cheia e algum comportamento que possa remotamente ser rotulado como lunático. 
Uma boa coleção destes estudos até a década de 80 pode ser encontrada no livro "Astrology: True or False? - A Scientific Evaluation" de Roger Culver e Philip Lanna.



E quanto aos animais, geralmente mais irracionais que os homens? 
Será que pelo menos eles não ficam um tanto mais insanos na Lua cheia? 
Não segundo os pesquisadores Simon Chapman e Stephen Morrell da Universidade de Sidney. 
A pedido dos fazendeiros locais, que tinham como certo o fato de que os cães mordem mais pessoas na Lua cheia, os dois decidiram examinar o mito e produziram o  estudo: "Barking mad? Another lunatic hypothesis bites the dust". 
A conclusão é de que pelo menos os cães canadenses não mordem as pessoas mais frequentemente na Lua cheia do que em outra luas (pelo menos não o suficiente para levá-las ao hospital). 
Este estudo vai de encontro a outro que mostrou resultado oposto com cães ingleses, mas que foi criticado por não tratar separadamente os finais de semana e feriados, onde normalmente os atendimentos são maiores.



E já que estamos falando em hospitais, um outro estudo - "Effect of lunar cycle on temporal variation in cardiopulmonary arrest in seven emergency departments during 11 years" - publicado no European Journal of Emergency Medicine, desmonta o mito de que há mais atendimentos de emergência a pacientes cardíacos durante a lua cheia (embora tenha encontrado uma média de 6,5 % menos ressucitações na lua nova).


Outro mito popular é de que durante a lua cheia acontecem mais crimes, especialmente os violentos. 
Durante algum tempo, este mito gozou de alguma credibilidade científica, graças ao pesquisador Arnold L. Liber da Universidade de Miami. Liber investigou 14 anos de ocorrências policiais no estado da Flórida e disse ter encontrado maior atividade criminal durante a lua cheia. 
Este estudo até hoje é amplamente citado, especialmente pelos esotéricos, que vêem nele a prova de suas crenças, porém nenhum outro pesquisador conseguiu chegar aos mesmos resultados de Liber. 
O astrônomo George Abell da Universidade da Califórnia, por exemplo, ao analisar os mesmos dados, realmente constatou que o número de crimes aumenta nos períodos de maior calor e nos feriados, mas não encontrou nenhuma relação com a fase da lua. 
Já na Espanha o estudo "Moon cycles and violent behaviours: myth or fact?"  publicado no European Journal of Emergency Medicine analisou 1.100 casos de vítimas de agressão atendidos durante um ano no hospital universitário La Candelaria, em Tenerife, e não encontrou nenhuma relação entre os atendimentos e a fase da Lua. Nenhuma relação tampouco foi encontrada por Alex Pokorny e Joseph Jachimczyk, da Escola de Medicina Baylor de Houston, que nos anos 70 analisaram 2500 homicídios ocorridos no Texas, durante quatorze anos ("Astrology: True or False? - A Scientific Evaluation" de Roger Culver e Philip Lanna).



Já no campo, muitos agricultores acreditam que as colheitas são mais abundantes se as sementes forem plantadas nas fases certas da Lua. 
Mas não é só isso: em muitas regiões os fazendeiros também consultam a Lua antes de podar plantas, colher maçãs, fertilizar o solo, cortar madeira, castrar animais, desmamar crianças, assar bolos e até mesmo lançar as fundações de uma construção. 
A crença nos efeitos da Lua vai além das meras tradições populares transmitidas de pai para filho; nos EUA, o "Almanaque do Fazendeiro" oficializa o mito e ensina, entre outras coisas, que o que o dia 21 de maio é perfeito para capinar o mato, já que a vegetação crescerá mais lentamente. 
O grupo Australian Skeptics é um dos poucos que colocou este mito à prova. Ao plantar sementes em luas "boas" e "ruins" os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença significativa no tempo de germinação ou no peso dos vegetais colhidos.


Do crescimento da vegetação ao crescimento do cabelo basta um pulo para imaginação popular. 
Claro que você já ouviu falar que cortar o cabelo de acordo com a lua pode fazê-lo crescer mais rápido ou com mais volume. 
O site  longhairlovers.com, por exemplo, ensina: "para o cabelo crescer com mais volume corte-o quando a lua estiver cheia na casa de Touro, Câncer ou Leão", e por aí vai. 
No Rio Grande do Sul a empresa Pilomax embalou a superstição em um produto comercial e vende desde 1968 o Calendário Lunar Pilomax, mais um revolucionário tratamento que promete resolver o problema da queda de cabelos (um cliente satisfeito do sistema diz que usa o produto há vários anos e que ele funciona sim: os pêlos das suas costas, nariz e ouvidos cresceram bastante desde que começou o tratamento, mas não tanto os da cabeça, que continua careca; certamente, pensa ele, porque não levou em conta seu ascendente). 
Nem todos os cabeleireiros se deixam levar por este mito; os profissionais mais sérios o colocam na mesma categoria de outras superstições populares conhecidas por "hair-voodoo" (do tipo: "usar boné provoca queda de cabelo"; aqui e aqui há uma boa lista deles). 
O dermatologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo assegura que a Lua não influi na maneira e na velocidade com que o cabelo cresce e que independentemente da fase lunar, a média de crescimento mensal do cabelo é de 1 centímetro.



De onde vêm os mitos lunares?


Praticamente todos os mitos relacionados à Lua vêm de uma falácia, ou seja, de uma associação lógica que parece verdadeira, mas não é. 
Todo mundo sabe que a Lua afeta as marés; ora, se nosso corpo é constituído em sua maior parte de água, ele não poderia também ser influenciado pela Lua, manifestando uma espécie de "maré corporal"? 
Esta idéia parece tão lógica que já rendeu um livro inteiro: "How the Moon Affects You" de Arnold L. Lieber (responsável pelo estudo que citamos acima), publicado pela primeira vez em 1978 com o nome "The Lunar Effect". 
(Neste livro, entre outras coisas Liber previu um grande terremoto na Califórnia em 1982, provocado pelo alinhamento dos planetas que ocorreu naquele ano. O terremoto não aconteceu, mas como isso não é coisa que costuma desanimar os futurólogos, Liber renovou a previsão na nova edição de seu livro, desta vez sem marcar a data).


Parece lógico, mas não é. 
O problema é que a influência da Lua nas marés é gravitacional (e não magnética como espalham alguns sites esotéricos por aí) e a força gravitacional é uma força muito, muito pequena (é a mais fraca das forças físicas conhecidas). 
Sendo tão pequena, a força gravitacional só se torna perceptível quando estão envolvidas massas muito, muito grandes, como, por exemplo, as massas da Lua e dos oceanos da Terra (esclarecendo: ela é proporcional às massas dos corpos e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles). 
É por isso que, assim como você será incapaz de perceber marés em um copo d'água, também o nosso corpo não sentirá qualquer influência perceptível da Lua. 
De fato, um mosquito pousado no seu cabelo exerce mais força sobre ele do que a distante Lua, independentemente da fase.



Eis um outro problema para a teoria das tais marés corporais: como a força gravitacional depende da distância e como a distância entre a Lua e a Terra praticamente não se altera (a órbita da Lua é bem pouco elíptica), as marés não são provocadas pela fase da Lua. 
Sim, as marés são mais fortes na lua cheia e na lua nova, mas somente porque nestes períodos a Lua e o Sol estão alinhados e a força gravitacional dos dois exercida sobre os oceanos se soma. Assim, se alguém aceitar a teoria das marés corporais terá que reeditar todos os mitos lunares e incluir a lua nova entre eles.



Finalmente, o mito de que os ciclos menstruais são regidos pelos ciclos lunares envolve um mero probleminha de aproximação. 
O ciclo menstrual médio é de 28 dias (e isso porque apenas 30% das mulheres têm períodos que diferem de menos de dois dias da média) enquanto o ciclo lunar é de imutáveis 29,53 dias. 
A diferença de 1 dia e meio não perturbou nossos ancestrais que inclusive colocaram na raiz da palavra menstruação, a palavra grega para Lua (menus). Em todo o caso, aqueles que vêem algo de espetacular no fato de que, entre todos os mamíferos, apenas a mulher apresenta um ciclo de ovulação mais ou menos parecido com o lunar, está negligenciando a pequenina cuíca, um marsupial semelhante ao gambá, nativo das Américas. 
A cuíca (opossum) também tem um ciclo de aproximadamente 28 dias. 
É de se imaginar o misterioso desígnio que reservaria unicamente às mulheres e cuícas um ciclo de ovulação quase igual ao lunar...


Fonte:
http://www.projetoockham.org/boatos_luacheia_1.html

CABELOS BRANCOS ! PORQUE ?

Para uma certa tristeza geral da nação, devemos admitir como curioso o fato de que quanto mais envelhecemos, mais nossos cabelos ficam brancos. 


Mas qual será afinal, o motivo dessa mudança ?


A explicação é relativamente simples, uma vez que  a cor do cabelo depende da presença de melanina, um  hormônio produzido por células chamadas de melanócitos. 

Pessoas com cabelo mais escuro produzem  de forma acentuada este  pigmento. 
No entanto, a produção de melanina está diretamente relacionada a fatores genéticos. 

Assim, quanto mais o tempo passa, certas pessoas deixam de produzir esse elemento, e começam a ficar grisalhas.


Esse processo todo, pode também, ser causado por alterações hormonais que acontecem com a chegada de uma idade mais avançada. 


Os melanócitos deixam de produzir melanina e, a partir daí, o cabelo perde a cor.



Vale lembrar que os melanócitos estão na raiz dos fios de cabelo, e são responsáveis diretos pela produção do pigmento natural que dá cor aos cabelos. 
Vale lembrar, que geralmente, os negros demoram mais para ficar grisalhos do que os brancos e os orientais.